Você sabe o que causa o mau hálito?

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Como diria Millor Fernandes “o maior anti-concepcional do mundo é o mau-hálito”.

Trata-se de uma mazela social registrada desde tempos bíblicos. Citada no antigo testamento, Jô (19.17)se lamenta: “o mau hálito é intolerável a minha mulher,…”. Titus Marcius Pláutus (254-
184 a.C.), dramaturgo romano, classificou o “fedor de boca” entre as muitas razões de infidelidade conjugal, porque o “hálito de minha esposa tem um cheiro terrível, melhor seria beijar um sapo”. A franqueza nem sempre é utilizada tão explicitamente para descrever casos de mau hálito e algumas vezes é colocada com grande sutileza, como fez Plutarco (6-120 d.C.), em sua obra Escrevendo sobre Moralidade,diz que,”depois que Heron de Siracusa foi informado pelo médico sobre seu hálito,o tirano repreendeu sua mulher dizendo:”Por que não me advertiste de que meu hálito te fere a cada vez que te beijo?”. Ao que ela respondeu altivamente: “sempre pen-sei que o hálito de todos os homens tivesse esse terrível odor “.

Artigo publicado na revista Reader s Digest em 1994, indicava que o mau hálito crônico (halitose) afetava entre 25 e 40 milhões de norte-americanos e os gastos com produtos para combatê-lo girava em torno de 1 a 2 bilhões de dólares. O mau hálito afeta aproximadamente de 50 a 60% da população mundial sendo comumente de ocorrência multifatorial. Um conceito errôneo e que precisa ser corrigido, que infelizmente observamos ainda nos dias de hoje, é o que culpa o estômago pela maioria das halitoses. Podemos dizer com segurança que do estomago só haverá a saída de
hálito agressivo em casos de eructações gástricas (arroto). Todo hálito desagradável, não significaria sempre uma anormalidade ou indicativo de alterações orgânicas. Encontramos alterações do hálito em pessoas normais, pela manhã, quando em jejum ou quando com apetite, isto em decorrência do baixo teor de glicogênio do organismo, tendo o mesmo que se utilizar, para suas necessidades calóricas, das gorduras, as quais dão, como resultados, ácidos graxos voláteis e substâncias aromáticas que são eliminadas pelos pulmões. O uso do cigarro e álcool também alteram o hálito.
Estima-se que a que os fatores bucais como língua saburrosa, gengivite e periodontite contribuam em mais de 90% para os casos de halitose, enquanto que o trato respiratório superior contribua em mais de 8% dos casos e os de origem intestinal em 1%. Hoje existem técnicas e equipamentos, como o halímetro mostrado ao lado que podem ajudar a controlar e tratar a halitose. Infelizmente
ainda existe pouca divulgação destes tratamentos. A ABPO (Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca) mostrou numa pesquisa em âmbito nacional, intitulada “O mau hálito e o profissional da área de saúde”, cujo objetivo foi avaliar como médicos e cirurgiões-dentistas, têm atuado frente a este problema. Os resultados foram preocupantes, tendo ficado evidente que ainda existe muita desinformação entre quem deveria saber mais.

Lamentavelmente, e logo entre os profissionais da área de saúde, existe falta de informação sobre o mau hálito e suas causas. Ainda há uma forte crença entre eles que o estômago provoque
alterações no hálito. Isso faz com que o portador de halitose faça uma verdadeira “via sacra”, consultando inúmeros profissionais, não especializados, submetendo-se a tratamentos inadequados, sem resolver seu problema. É de extrema importância divulgar para a população e para os profissionais da área de saúde que halitose tem tratamento e que existem profissionais capacitadas a tratá-la. Essa divulgação deve ser feita através de ações de mídia, bem como de artigos em revistas especializadas dentro da área medico-odontológica. A fonte para consulta é: Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores da Boca (ABPO) , 2004, www.abpo.com.br.

Saudações, e lembre-se:

SORRIA, SORRIA, SEMPRE !
#SorriaParaVida

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