Pesquisadores estudam materiais odontológicos nacionais

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Pesquisadores estudam materiais odontológicos nacionais

A matéria de hoje é uma republicação de material veiculado no site da FAPERJ
entre os dias 01 e 08 de novembro de 2006. Já mostramos nesse espaço, anteriormente
outros exemplos de pesquisa séria feita no nosso país. Dessa vez, mostro um dos projetos mais importante do segmento de tecnologia de saúde bucal do país.

Materiais mais resistentes, duráveis e produzidos a um custo menor e que tornarão mais baratos e eficazes os tratamentos dentários. Este tem sido o objetivo comum de pesquisadores ligados à odontologia, engenharia e química da Coppe/UFRJ (Coordenadoria dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia), nos últimos oito anos. Das várias pesquisas em andamento no laboratório de Cerâmicas Dentais do Departamento de Pesquisa em Engenharia e Metalúrgica e de Materiais da universidade, a expectativa é de que até março de 2007 uma delas possa gerar a primeira patente de um material inteiramente nacional.

Para isso, a pesquisa da ex-aluna de mestrado Shileny Santos Fontes já foi enviada ao
Instituto Nacional da Propriedade Industrial. “Estamos já cumprindo os tramites legais
junto ao INPI para que seja patenteado o método que ela desenvolveu para a produção
de pigmentos ultrafinos para cerâmicas de materiais”, explica Tsunerasu Ogasawara, coordenador do laboratório e orientador de mestrado e doutorado do departamento de Pesquisa em Engenharia e Metalúrgica e de Materiais (PEMM). A infra-estrutura do laboratório, cujo objetivo é fornecer equipamentos e material necessários para a pesquisa de materiais dentários para alunos de mestrado e doutorado em engenharia de materiais, tem
apoio da FAPERJ, através do edital Pronex.

De acordo com o coordenador, hoje o tratamento dentário ainda é muito caro porque o material que os dentistas utilizam é totalmente importado. “Com a produção de similares nacionais, esses custos poderão ser substancialmente reduzidos, possibilitando o acesso ao tratamento de um maior número de pessoas”, acrescenta. sua coleção. O e-mail atendimento@clinicaeso.com.br está a disposição para sugestões, criticas e dúvidas sobre problemas dentários.

Formado em engenharia metalúrgica de materiais e especializado em cerâmicas,
Ogasawara afirma que o laboratório é o coroamento de um trabalho desenvolvido
nos anos 90 – quando foi criado um grupo de pesquisa em cerâmicas pelo PEMM.

“Na época iniciou-se a colaboração entre Orlando Chevitarese – já falecido professor do departamento de odontologia da UFRJ -, Maria Cecília Nóbrega, professora de engenharia da Coppe, e Cláudio Pinheiro Fernandes, coordenador do mestrado profissionalizante da Universidade Veiga de Almeida (UVA)”.

Entre os inúmeros trabalhos que Ogasawara orienta, a pesquisa do doutorando Vinícius Bem fica busca desenvolver uma porcelana com feldspato, um mineral nacional. Essa
Vidro-cerâmico é usada em coroas dentárias. “Estamos agora em uma etapa de pigmentação do material feita em conjunto pelo pessoal da Química”, explica Bem fica.

Essa busca de tecnologia nacional para reduzir os custos de produtos odontológicos também move as doutorandas Taís Munhoz e Camila Dolavale, que pensam até em abrir
uma empresa apoiada pela incubadora da UFRJ. Elas pesquisam um cimento ionômero de vidro para uso em restaurações dentárias, que pode ser manipulado em lugares sem energia elétrica. Taís já conseguiu fazer uma modificação, aumentando sua resistência em cerca de 50%.

“Isso permite que o nosso material seja utilizado no atendimento público em pontos distantes, como comunidades indígenas. Mas ainda precisamos aprimorar a resistência, o que ainda estamos tentando fazer”, explica. Já Camila quer fazer resinas compostas mais duráveis, que tragam economia e conforto para os pacientes. “As que existem duram menos de oito anos “, resume.

O Trabalho de pesquisa enobrece o profissional , pois a busca constante pela melhoria nos
ensina a respeitar of fatores desconhecidos.O mestrado da UVA participa ativamente das
pesquisa s na COPPE. Atualmente 5 teses de mestrado estão sendo desenvolvidas em parceria entre o prof. Cláudio Fernandes e o grupo do prof. Tsuneharo. Certamente teremos novidades em breve.

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